quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

REVEILLON NA PRAIA DE PALMAS


VENHA COMEÇAR BEM O ANO EM NOSSO PARAÍSO!!!

NÃO PASSE SUFOCO COM FALTA DE VAGAS EM BARCOS OU CAMPING!!! GARANTA A SUA VAGA!!!

PACOTE COM DIREITO A:
- Ida e volta de barco saindo de Mangaratiba no dia 30 as 10 hs ou as 22:30hs (escolha seu horário!!!);

- Estadia no camping dos Coqueiros (camping legalizado, com luz, chuveiros de água quente, de frente para o mar, cozinha banheiros ladrilhados e sempre limpos e muita amizade!!!).


PACOTE EM 2 X R$140,00 (ou entrada de R$50 e acerto na hora do restante)


APENAS 30 VAGAS!!! GARANTA A SUA!!!


ATRAÇÕES DA PRAIA:



HAVERÁ A TRADICIONAL QUEIMA DE FOGOS DA PRAIA DE PALMAS NA VIRADA O ANO.


SEGUNDO OS DONOS DOS BARES AS ATRAÇÕES ESTÃO GARANTIDAS COM MUITA MÚSICA!!! REGGAE, FORRÓ, MPB.



A PRAIA COSTUMA BEM MOVIMENTADA, COM MUITA GENTE BONITA E ATRAÇÕES.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CLIP DA MÚSICA "SENTIMENTO QUE ME HABITA"

video

Música gravada no carnaval de 2009 no bar do Alexandre na Praia de Palmas.

Músicos:
- Alexandre (Violão e voz);
- Ivo Vargas (Violão e voz);
- Daniel (percursão);
- Miltinho (violão solo);
- Ivan (flauta transversa).

Gravação bem roots feita no meu mp3!! rs

Paz e bem a todos!!!

Viva a família de Palmas!!!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Feriados de novembro

O pacote dá direito a ida e volta em barco de 70 lugares + hospedagem em Camping + passeio de barco para Aventureiro/Parnaioca.


BARCO, HORÁRIOS E PONTO DE ENCONTRO:
O ponto de encontro será no pier de Mangaratiba e o barco saíra as 22:20hs de sexta-feira, dia 30 de outubro e na quinta (19 de novembro)com tolerância de 30 minutos de atraso, tolerância que deve ser respeitada. Colocamos este horário alternativo para dar tempo para que todos que trabalhem cheguem a tempo em Mangaratiba.


O CAMPING
As fotos e informações sobre o camping estão nos links abaixo.

http://campingnapraiadepalmas.blogspot.com/2008/09/forrreggae-na-praia-de-palmas-fotos-do.html

PASSEIO DE BARCO


Praia do Aventureiro


Praia do Sul e do Leste

O passeio de barco está incluso no valor de R$120,00. Sairemos no domingo (no feriado do dia 02) e no sábado (feriado do dia 20) pela manhã, as 8hs, e passaremos por Parnaioca e depois Aventureiro. Teremos parada para mergulho em Parnaioca e ficaremos algumas horas em Aventureiro, onde há bares e locais para almoçar ou comer algo. A duração do passeio será o dia inteiro.
Obs.: ao lado de Aventureiro há a Reserva Biológica das praias do Sul e do Leste. Uma reserva biológica é uma unidade de conservação de uso integral e uma das mais rigorosas referente a sua entrada. Para penetrar nesta área apenas com autorização do orgão ambiental competente e o desrespeito desta norma implica em punições legais, como aplicação mínima de multa de R$2.000,00 e outras penalidades.


Praia do Aventureiro

Praia da Parnaioca


DICAS IMPORTANTES SOBRE O PASSEIO:
- Levar agasalho, pois pegaremos o fim de tarde e o início da noite no retorno de Aventureiro;
- Para quem enjoa, em caso de mar agitado, é bom tomar remédio para enjôo, pois até Aventureiro demoramos aproximadamente um pouco menos de 3 horas de barco;
- Em Parnaioca não tem píer, então soltamos na água;
- Para quem surfa... rola onda!!!
- Leve máquina fotográfica;
- chegando em Aventureiro, procure comer no local mais rápido, como self service, pois poderá perder boa parte do passeio aguardando a comida ficar pronta em outros estabelecimentos;
- levra água e algo para comer no barco.
ATENÇÃO: NO CASO DE RESSACA DO MAR NÃO PODEREMOS EFETUAR O PASSEIO PARA AVENTUREIRO, SENDO OFERECIDO UM PASSEIO PARA OUTRO PONTO TURÍSTICO ABRIGADO, FICANDO A CARGO DA PESSOA ACEITAR OU NÃO, EM CASO DE DESISTENCIA POR DESAPROVAÇÃO DO PASSEIO O VALOR SERÁ RESSARCIDO.


VALORES E RESERVAS:
O pacote está saindo a R$120,00, com o passeio de barco para Aventureiro e sem o passeio está custando R$90,00. Para garantir a vaga é necessário um depósito identificado de reserva no valor de R$30,00. O restante do pagamento é efetuado durante a travessia de barco rumo a praia de Palmas ou ao se chegar ao píer de Mangaratiba.


PROCEDIMENTO PARA O DEPÓSITO:

Antes de efetuar o depósito entrar em contato para saber a situação das vagas, se ainda há, lembrando que são 70 vagas;

Após o depósito, entrar em contato através de e-mail (jansenmatos@yahoo.com.br ou jansen_matos@hotmail.com) confirmando os valores depositados, a data, o número do envelope de depósito, além da confirmação das pessoas que irão o qual correspondem os depósitos;

Lembrando que o restante do valor será pago durante a travessia ou assim que se chegar a Mangaratiba.

COMO CHEGAR:
Abaixo há um LINK explicando as diversas formas de se chegar a Mangaratiba, inclusive a baldiação saindo do Rio que é muito barata!!! Basta clicar.
http://campingnapraiadepalmas.blogspot.com/2008_10_01_archive.html



ALIMENTAÇÃO:
O camping conta com cozinha a disposição de todos. A cozinha tem fogão e mesa. O camping também conta com panelas, mas devido a possivel falta de vazão para atender a todos, sempre é bom levar a sua panela.

DICA: o camping não tem geladeira, pois a energia é de gerador. Mas há uma alternativa para quem quer levar algum tipo de comida refrigerada ou mesmo bebida. Na praia há o barco do gelo, que passa 2 vezes por dia. Querendo pode-se comprar gelo e levar 1 isopor. Já é uma economia.

Na praia há bares abertos quase 24hs. Nestes bares sempre há refeições, o prato feito está em média R$8,00. Além de servirem refeições a qualquer hora do dia, os bares servem café da manhã e outros, como pasteis, salgados, etc. EM ALGUNS ACEITAM CARTÃOS DE CRÉDITO. Uma dica é o bar SABOR DAS PALMAS, da Fani. A comida é muito boa!!


ATRAÇÕES:

PRAIAS:
A Ilha é repleta de trilhas e praias paradisíacas. Palmas fica ao lado da praia de Lopes Mendes, que é foi eleita por uma revista especializada em turismo como uma das 5 mais bonitas do Brasil. Ao lado há a praia de Santo Antônio, que é menor e menos conhecida pelos turistas, fica mais vazia e é espetacular. Suas águas são transparentes e a areia branca e muito fina. Pode se chegar a estas praias através de trilhas ou de barco (o barco só leva até a metade do caminho, sendo o restante concluido a pé através de trilha).

TRILHAS:
De Palmas podemos fazer várias trilhas para praias e cachoeira. Na Ilha Grande todas as trilhas são catalogadas, então o risco de se perder em uma trilha oficial é quase inexistente. Antes de sair para qualquer destino que não conheça é bom perguntar a alguem os detalhes. Eu estou a disposição para ajudar, dar dicas e o que for preciso sobre a Ilha, suas trilhas e praias. Seguem abaixo alguns roteiros de trilhas:

Lopes Mendes: fica a aproximadamente 40 minutos de Palmas, em ritmo lento. É uma trilha de dificuldade leve a moderada que passa por outras 2 praias. Tem algumas subidas e descidas.


Praia de Lopes Mendes

Há outra trilha para Lopes que poucas pessoas conhecem que passa pelo manguezal e por uma estrada cercada por eucaliptos. No inicio segue beirando o mar e passa por pequenas praias. A trilha é praticamente toda feita em terreno plano, com pouquíssimas subidas e sai quase no final da praia. Vale a pena conhecer. É muito bonita.

Praia de Lopes Mendes

Para se chegar nessa trilha basta continuar pela trilha para Lopes Mendes, depois de chegar na praia do Pouso, segunda depois de palmas, onde tem o bar flutuante, basta seguir direto, sem subir pela primeira trilha que vai para Lopes e onde todos sobem. Continue direto que se chega a entrada da trilha, que também leva ao Farol dos Castelhanos. Leva-se um pouco mais de tempo para percorrê-las, pois saímos quase no fim da praia. Mas vale e não é cansativo.

Santo Antonio: a trilha é a mesma para Lopes Mendes, a diferença é que na ultima descida para Lopes se entra numa trilha a direita. Leva-se mais uns 10 minutos para se chegar a Santo Antônio assim que se entra na trilha, que é mais fechada e escorregadia, dependendo da época. Mas indo com calma se chega com tranqüilidade.
IMPORTANTE: no momento em que aparece uma bifurcação mantenha sempre na trilha da esquerda, NUNCA PEGUE A DA DIREITA!!! A da direita leva por uma trilha não sinalizada para a praia do Caxadaço e os casos de pessoas perdidas nessa trilha são comuns.

Circuito Abraão: Abraão é o centro da Ilha e fica ao lado de Palmas. A trilha para Abraão leva aproximadamente 1 hora, sem peso. A trilha é pesada, pois temos que atravessar todo o morro e é apenas uma subia e uma descida. Mas chegando no topo da trilha já se tem a recompensa. Podemos observar a vila de Abraão e a praia de Abraãozinho, que é linda. Podemos ir para Abraão de barco, também.

Circuito Abraão-Abraãozinho

De Abraão podemos seguir por trilhas para outras partes da Ilha, como Abraão/Dois Rios (a praia do presídio – 2:30hs de trilha), cachoeira da Feiticeira (1:30hs) e o circuito de Abraão que pega diversas praias próximas e dá para fazer em um dia todos os atrativos que são: Praias de Abraãozinho, Crena, da Julia, praia Preta e o poço do Lazareto, além de passar na cidade de Abraão e o primeiro presidio.

À NOITE:
geralmente há bandas de reggae e/ou forró tocando nos bares com som ambiente. Pessoas costumam fazer luais na areia da praia. A noite fica muito bom, tanto que não é raro virem barcos de Abraão para Palmas trazendo pessoas para aproveitar a noite de Palmas.
SEGUNDO A FANI, DONA DO BAR SABOR DAS PALMAS, VAI ROLAR FELIPE DO MONTE ZION E FORRÓ!!!
O melhor de tudo é não ter que se preocupar com condução para voltar para casa, tumultos, brigas, assaltos... com todos esses monstros da cidade grande que se mantêm afastados da nossa praia. Em Palmas só há paz, praia nossa, muita amizade, gente bonita... e caso queira ir embora é só caminhar até o camping sem nenhum perigo.


PASSEIOS DE BARCO:
Da praia de Palmas saem com regularidade passeios de barco para diversas praias. Os passeios passam por algumas praias e tem paradas para mergulho em algumas. O mais tradicional é o
Palmas/Lagoa Azul, sendo que também há passeios para Caxadaço ou Dois Rios, embora com menor freqüência.


Lagoa Azul



Caxadaço


E O MAIS IMPORTANTE!!!

Estamos entrando em um santuário ecológico. Território de nossa espetacular Mata Atlântica, que é um dos ecossistemas mais degradados do mundo, onde só existem atualmente 7% de sua cobertura original. Então temos a obrigação de respeitar de forma consciente este espaço que temos o privilégio de visitar. Conservando este ecossistema fragilissimo com ações básicas de cidadania:


• Não jogue lixo nas trilhas, rios, florestas ou no mar;
• Não leve para casa nenhum tipo de vegetação ou animal;
• Não utilize fogo na floresta ou de forma descuidada;

Levar lanterna;
• Respeite a população tradicional local;

• Não pratique nenhuma ação que possa causar danos a fauna, flora ou aos ecossistemas;
Levar repelente para quem tem problemas com mosquitos;
• Não pratique camping ilegal;
• Respeite a fauna, flora e ao proximo... lembre-se: nossos direitos começam onde termina o do próximo.
Lembrando que estamos em um Parque Estadual e passaremos em algumas Áreas de Proteção Ambiental, então além de desrespeito, qualquer infração estará sujeita a punições legais.
Agora é só se divertir e curtir nosso paraíso!!!!
Paz e bem!!!

FONTE DAS FOTOS: WWW.ILHAGRANDE.COM

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Clip Ilha Grande

video

Música: Ilha Grande
Autor: Trio Ilha Grande
Músicos: Alexandre, Ivo Vargas, Daniel, Miltinho...
Gravado no carnaval de 2009 no bar Praia de Palma (Alexandre)- praia de Palmas
Gravado e editado por: Jansen Matos

Uma pequena amostra do nosso paraíso!!!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Arraiá da Praia de Palmas

Salve, salve!!!

Nos dias 17, 18 e 19 de julho acontecerá o Arraiá da Praia de Palmas!!! Com duas bandas de forró para dançar coladin até o dia raiá!!!

Em breve maiores informações!!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Festival de música e ecologia da Ilha Grande


Salve!!!!

Estaremos juntos em mais um inesquecível festival de música e ecologia da Ilha Grande. É o quarto ano consecutivo que fazemos pacote para esse evento e a fórmula é a mesma dos anos passados, muita amizade, diversão, respeito e a família de Palmas (e seus novos membros!!!).

Estarei passando como funcionará todo o esquema para que possamos curtir juntos mais um Festival.


Valores
* O pacote esse ano ficou a R$80,00. Sendo possível fazer o parcelamento e o pagamento final na Ilha mesmo.

Para garantir a vaga estamos recebendo 1 depósito de R$30,00. O restante é acertado na própria Ilha (no embarque).

Caso queira garantir a vaga é só entrar em contato com jansen através dos e-mais: jansenmatos@yahoo.com.br ou jansen_matos@hotmail.com (é msn também).

ou pelos tels 76126943/95490340


Antes de realizar qualquer depósito entrar em contato comigo através desses recursos para receber as instruções do depósito e saber se ainda tem vagas (a lista estará passando nessa comunidade também).

IMPORTANTE:
o depósito só será feito antes de me consultar e somente no nome de Jansen Matos

Lembrando... as vagas são limitadas.


RESERVAS E DEVOLUÇÃO DO DEPÓSITO
*Como dito as reservas serão feitas em meu nome (Jansen Matos), apenas!!! E para tal deve-se entrar em contato comigo através de um desses contatos que passei acima.

*Pode me ligar em qualquer horário para tirar as duvidas e etc.
De segunda a sexta estou disponível praticamente on-line Durante todo o horário comercial através dos e-mails e MSN.

*Esse R$30,00 servem como garantia para as vagas e esse SÓ SERÁ DEVOLVIDO em caso de desistência, caso a pessoa, que desistiu, arrumar outra que esteja fora do pacote para substitui-la. Outra forma de DEVOLUÇÃO é caso consiga por alguém que esteja na fila de espera. Se a pessoa avisar com antecedência, dando tempo de repor alguém da fila de espera o depósito também é devolvido.

* Estas medidas foram tomadas devido a algumas desistências de pessoas em cima da hora, não dando tempo de repor esta e prejudicando aos barqueiros, donos de camping e a mim.


TRANSPORTE E TRANSLADOS

* Pegaremos o barco na sexta (dia 19/06) em Mangaratiba as 21:00hs, tendo 30 minutos de tolerância, apenas. Não poderemos extrapolar esse horário em respeito a quem chegou no horário e para não perdermos o show da primeira noite.

Caso haja algum problema é só entrar em contato que veremos uma melhor forma de resolvê-lo;

O barco sairá de Mangaratiba na data e horários previstos e chegará em Abraão, onde todos deixarão suas mochilas no barco e poderão ir curtir os shows;

O barco encontrará a todos em local pré estabelecido as 4:30hs para seguirmos até Palmas onde acamparemos e ficaremos durante todo o dia;

No sábado o barco sairá de Palmas as 20:30hs, rumo à Abraão, para assistirmos os shows da segunda noite e as outras atrações;

O retorno para Palmas será o mesmo do dia anterior, no local combinado as 4:30hs.

No domingo voltaremos, saindo de Palmas rumo a Mangaratiba as 16hs.





Por que Palmas???
* Para quem já conhece não é preciso explicar... rs

* Vamos para Palmas porque...

- é nosso paraíso;

- onde ficamos à vontade, de frente para o mar, com uma praia linda (praticamente só nossa);



- fica perto das Praias mais belas da região (lopes Mendes e Santo Ântonio);

- fica longe do tumultuo de Abraão (que fica insuportável!!!)...

bom, esses são apenas uns dos motivos.


O CAMPING

* ficaremos no camping de mosso amigo Alê (Camping Nascer do Sol)

Já está virando tradição, todo festival vamos pra lá.


O camping tem chuveiros quentes, sanitários indivíduais sempre limpinhos, locais para fazer comida, sombra, segurança, vagas demarcadas ordenadamente, terreno plano, luz e muita amizade!!!


DICAS...

*Procurem levar poucas coisas pq vai ser só 1 fim de semana. Na hora do show todas as bagagens ficarão no barco guardadas, é de total confiaça + para evitar problemas não deixem coisas de valor como câmeras digitais e dinheiro no barco. Qdo chegarmos em Palmas todas as bagagens são descidas do barco igualmente e colocadas na areia, ou seja todos descem as mochilas de todos. Então não se assustem pois c certeza a sua bagagem vai estar na areia é só procurar com calma, nunca tivemos problemas com sumiço de nada.

*Não esquecer de levar agasalho pq a noite pode esfriar, principalmente na travessia. Se puder levar tb saco de dormir, ou colchonete ou isolante termico para dormir na barraca pq a areia eh bem gelada essa epoca do ano.
+ n se preocupe pq de manha a praiana eh garantida, costuma fazer bastante calor de dia.


*Antes de embarcar pegue tudo o que for usar durante a noite e na viagem pois toda a bagagem sera guardada no porão do barco, ou seja, depois que elas são guardadas fica praticamente impossível encontrar a sua bagagem. Então pegue os casacos, objetos como máquina fotográfica, celular e td que for usar.


*Importantíssimo!!!!
Estamos indo acampar em um paraíso ecológico com fauna e flora muito rica e sensível, então a palavra é conservar ao máximo e causar o menor impacto possível!!!


COMIDA...
Tinha esquecido...

no camping há locais para fazer comida e também há bares onde o pf está em torno de R$8,00 e está aberto a qualquer hora.


De resto é só curtir ti vibração da Ilha e de Palmas.

Qualquer dúvida estarei a inteira disposição para ajudar. Podem me ligar, entrar em contato à vontade. Minha finalidade é facilitar tudo as todos.

Maiores informações sobre o festival:

ilhagrande.org.br
ilhagrande.com.br
ilhagrande.com

sábado, 7 de março de 2009

Pacote da semana Santa - praia de Palmas

COMO FUNCIONA:


O PACOTE:
O pacote dá direito a ida e volta em barco de 70 lugares + hospedagem no Camping Praia de Palmas + passeio de barco para Aventureiro/Parnaioca (confira as fotos do camping e de Palmas nos tópicos abaixo).

BARCO, HORÁRIOS E PONTO DE ENCONTRO:
O ponto de encontro será no pier de Mangaratiba e o barco saíra as 22hs da quinta-feira, dia 09 de abril com tolerância de 30 minutos de atraso, tolerância que deve ser respeitada. Colocamos este horário alternativo para dar tempo para que todos que trabalhem cheguem a tempo em Mangaratiba.

O CAMPING
As fotos e informações sobre o camping estão na postagem abaixo.

PASSEIO DE BARCO
O passeio de barco está incluso no valor de R$120,00. Sairemos no sábado pela manhã, as 8hs, e passaremos por Parnaioca e depois Aventureiro. Teremos parada para mergulho em Parnaioca e ficaremos algumas horas em Aventureiro, onde há bares e locais para almoçar ou comer algo. A duração do passeio será o dia inteiro.
Obs.: ao lado de Aventureiro há a Reserva Biológica das praias do Sul e do Leste. Uma reserva biológica é uma unidade de conservação de uso integral e uma das mais rigorosas referente a sua entrada. Para penetrar nesta área apenas com autorização do orgão ambiental competente e o desrespeito desta norma implica em punições legais, como aplicação mínima de multa de R$2.000,00 e outras penalidades.


Fotos Aventureiro




Fotos Parnaioca



RETORNO:
O retorno será no domingo, dia 12 de abril. O barco voltará de Palmas para o continente as 16hs.

VALORES E RESERVAS:
O pacote está saindo a R$120,00, com o passeio de barco para Aventureiro e sem o passeio está custando R$100,00. Para garantir a vaga é necessário um depósito identificado de reserva no valor de R$30,00. O restante do pagamento é efetuado durante a travessia de barco rumo a praia de Palmas.


PROCEDIMENTO PARA O DEPÓSITO:

Antes de efetuar o depósito entrar em contato para saber a situação das vagas, se ainda há, lembrando que são 70 vagas;

Após o depósito, entrar em contato através de e-mail (jansenmatos@yahoo.com.br ou jansen_matos@hotmail.com) confirmando os valores depositados, a data, o número do envelope de depósito, além da confirmação das pessoas que irão o qual correspondem os depósitos;

Lembrando que o restante do valor será pago durante a travessia.

COMO CHEGAR:
Abaixo há um tópico explicando as diversas formas de se chegar a Mangaratiba, inclusive a baldiação saindo do Rio que é muito barata!!!

ALIMENTAÇÃO:
O camping conta com cozinha a disposição de todos. A cozinha tem fogão e mesa. O camping também conta com panelas, mas devido a possivel falta de vazão para atender a todos, sempre é bom levar a sua panela.

DICA: o camping não tem geladeira, pois a energia é de gerador. Mas há uma alternativa para quem quer levar algum tipo de comida refrigerada ou mesmo bebida. Na praia há o barco do gelo, que passa 2 vezes por dia. Querendo pode-se comprar gelo e levar 1 isopor. Já é uma economia.

Na praia há bares abertos quase 24hs. Nestes bares sempre há refeições, o prato feito está em média R$8,00. Além de servirem refeições a qualquer hora do dia, os bares servem café da manhã e outros, como pasteis, salgados, etc. EM ALGUNS ACEITAM CARTÃOS DE CRÉDITO.


ATRAÇÕES:

PRAIAS:
A Ilha é repleta de trilhas e praias paradisíacas. Palmas fica ao lado da praia de Lopes Mendes, que é foi eleita por uma revista especializada em turismo como uma das 5 mais bonitas do Brasil. Ao lado há a praia de Santo Antônio, que é menor e menos conhecida pelos turistas, fica mais vazia e é espetacular. Suas águas são transparentes e a areia branca e muito fina. Pode se chegar a estas praias através de trilhas ou de barco (o barco só leva até a metade do caminho, sendo o restante concluido a pé através de trilha).

TRILHAS:
De Palmas podemos fazer várias trilhas para praias e cachoeira. Na Ilha Grande todas as trilhas são catalogadas, então o risco de se perder em uma trilha oficial é quase inexistente. Antes de sair para qualquer destino que não conheça é bom perguntar a alguem os detalhes. Eu estou a disposição para ajudar, dar dicas e o que for preciso sobre a Ilha, suas trilhas e praias. Seguem abaixo alguns roteiros de trilhas:

Lopes Mendes: fica a aproximadamente 40 minutos de Palmas, em ritmo lento. É uma trilha de dificuldade leve a moderada que passa por outras 2 praias. Tem algumas subidas e descidas.




Há outra trilha para Lopes que poucas pessoas conhecem que passa pelo manguezal e por uma estrada cercada por eucaliptos. No inicio segue beirando o mar e passa por pequenas praias. A trilha é praticamente toda feita em terreno plano, com pouquíssimas subidas e sai quase no final da praia. Vale a pena conhecer. É muito bonita.
Para se chegar nessa trilha basta continuar pela trilha para Lopes Mendes, depois de chegar na praia do Pouso, segunda depois de palmas, onde tem o bar flutuante, basta seguir direto, sem subir pela primeira trilha que vai para Lopes e onde todos sobem. Continue direto que se chega a entrada da trilha, que também leva ao Farol dos Castelhanos. Leva-se um pouco mais de tempo para percorrê-las, pois saímos quase no fim da praia. Mas vale e não é cansativo.

Santo Antonio: a trilha é a mesma para Lopes Mendes, a diferença é que na ultima descida para Lopes se entra numa trilha a direita. Leva-se mais uns 10 minutos para se chegar a Santo Antônio assim que se entra na trilha, que é mais fechada e escorregadia, dependendo da época. Mas indo com calma se chega com tranqüilidade.
IMPORTANTE: no momento em que aparece uma bifurcação mantenha sempre na trilha da esquerda, NUNCA PEGUE A DA DIREITA!!! A da direita leva por uma trilha não sinalizada para a praia do Caxadaço e os casos de pessoas perdidas nessa trilha são comuns.

Circuito Abraão: Abraão é o centro da Ilha e fica ao lado de Palmas. A trilha para Abraão leva aproximadamente 1 hora, sem peso. A trilha é pesada, pois temos que atravessar todo o morro e é apenas uma subia e uma descida. Mas chegando no topo da trilha já se tem a recompensa. Podemos observar a vila de Abraão e a praia de Abraãozinho, que é linda. Podemos ir para Abraão de barco, também.

De Abraão podemos seguir por trilhas para outras partes da Ilha, como Abraão/Dois Rios (a praia do presídio – 2:30hs de trilha), cachoeira da Feiticeira (1:30hs) e o circuito de Abraão que pega diversas praias próximas e dá para fazer em um dia todos os atrativos que são: Praias de Abraãozinho, Crena, da Julia, praia Preta e o poço do Lazareto, além de passar na cidade de Abraão e o primeiro presidio.

À NOITE:
geralmente há bandas de reggae e/ou forró tocando nos bares com som ambiente. Pessoas costumam fazer luais na areia da praia. A noite fica muito bom, tanto que não é raro virem barcos de Abraão para Palmas trazendo pessoas para aproveitar a noite de Palmas.
O melhor de tudo é não ter que se preocupar com condução para voltar para casa, tumultos, brigas, assaltos... com todos esses monstros da cidade grande que se mantêm afastados da nossa praia. Em Palmas só há paz, praia nossa, muita amizade, gente bonita... e caso queira ir embora é só caminhar até o camping sem nenhum perigo.






PASSEIOS DE BARCO:
Da praia de Palmas saem com regularidade passeios de barco para diversas praias. Os passeios passam por algumas praias e tem paradas para mergulho em algumas. O mais tradicional é o
Palmas/Lagoa Azul, sendo que também há passeios para Caxadaço ou Dois Rios, embora com menor freqüência.
E O MAIS IMPORTANTE!!!

Estamos entrando em um santuário ecológico. Território de nossa espetacular Mata Atlântica, que é um dos ecossistemas mais degradados do mundo, onde só existem atualmente 7% de sua cobertura original. Então temos a obrigação de respeitar de forma consciente este espaço que temos o privilégio de visitar. Conservando este ecossistema fragilissimo com ações básicas de cidadania:


• Não jogue lixo nas trilhas, rios, florestas ou no mar;
• Não leve para casa nenhum tipo de vegetação ou animal;
• Não utilize fogo na floresta ou de forma descuidada;

• Respeite a população tradicional local;

• Não pratique nenhuma ação que possa causar danos a fauna, flora ou aos ecossistemas;
• Não pratique camping ilegal;
• Respeite a fauna, flora e ao proximo... lembre-se: nossos direitos começam onde termina o do próximo.
Lembrando que estamos em um Parque Estadual e passaremos em algumas Áreas de Proteção Ambiental, então além de desrespeito, qualquer infração estará sujeita a punições legais.
Agora é só se divertir e curtir nosso paraíso!!!!
Paz e bem!!!

Camping praia de Palmas - fotos e detalhes


O camping praia de Palmas fica localizado atrás da igrejinha de Palmas. É o maior camping de Palmas e o mais reservado. Para se chegar andamos um pequeno caminho de aproximadamente 30 metros da praia passando ao lado da igrejinha de Palmas. A vantagem do camping é o seu sossego, pois como é mais reservado evitamos aquele entra e sai e apenas quem acampa no local o frequenta. Outra característica do camping é que este fica ao meio da mata atlântica e a sua entrada é cortada por um riozinho. Há muita sombra e o sol demora a bater pela manhã.

Conta com inúmeros banheiros, acredito que seja o que tem a maior quantidade de banheiros de Palmas. Também conta com chuveiros de água quente.

É bom levar uma lanterna, porque como é luz de gerador, após certa hora as luzes se apagam, embora colocaremos tochas, mas é bom estar com uma lanterna para retornar ao camping.

Como em toda Palmas, não há muito mosquitos, mas como o camping é mais envolvido pela mata é bom levar um repelente, porque acaba tendo um pouco mais de mosquitos, mas nada alarmante.

Pedimos que se respeite o silêncio no camping.

O local é muito bonito e agradável, como dito cercado pelo riozinho e a mata atlântica.



Fotos dos banheiros.




Pontezinha da entrada do camping






Banhos masculino






Banheiros femininos













quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Pacote de carnaval para a Praia de Palmas - como funciona

COMO FUNCIONA:


O PACOTE:
O pacote dá direito a ida e volta em barco de 70 lugares + hospedagem no Camping dos Coqueiros (confira as fotos do camping e de Palmas nos tópicos abaixo).


BARCO, HORÁRIOS E PONTO DE ENCONTRO:
O ponto de encontro será no pier de Mangaratiba e o barco saíra as 22hs da sexta de carnaval, com tolerância de 30 minutos de atraso, tolerância que deve ser respeitada. Colocamos este horário alternativo para dar tempo para que todos que trabalhem cheguem a tempo em Mangaratiba.


RETORNO:
O retorno será em dois dias e horários distintos. O barco voltará na terça as 16hs e terá outra saída na quarta as 10hs. O retorno fica a critério de cada um, peço apenas que informem a data de retorno para deixar o barqueiro ciente.

VALORES E RESERVAS:

O pacote está saindo a R$140,00 e para garantir a vaga é necessário um depósito identificado de reserva no valor de R$30,00. O restante do pagamento é efetuado durante a travessia de barco rumo a praia de Palmas.


PROCEDIMENTO PARA O DEPÓSITO:
Como dito, o depósito será efetuado através de DEPÓSITO IDENTIFICADO. Somente através deste tipo de depósito;

Antes de efetuar o depósito entrar em contato para saber a situação das vagas, se ainda há, lembrando que são 70 vagas;

Após o depósito, entrar em contato através de e-mail (jansenmatos@yahoo.com.br ou jansen_matos@hotmail.com) confirmando os valores depositados e a data, além da confirmação das pessoas que irão o qual correspondem os depósitos;

Lembrando que o restante do valor será pago durante a travessia.

COMO CHEGAR:
Abaixo há um tópico explicando as diversas formas de se chegar a Mangaratiba, inclusive a baldiação saindo do Rio que é muito barata!!!

ALIMENTAÇÃO:
O camping conta com cozinha a disposição de todos. A cozinha tem fogão, pia e mesa. O camping também conta com panelas, mas devido a possivel falta de vazão para atender a todos, sempre é bom levar a sua panela.

DICA: o camping não tem geladeira, pois a energia é de gerador. Mas há uma alternativa para quem quer levar algum tipo de comida refrigerada ou mesmo bebida. Na praia há o barco do gelo, que passa 2 vezes por dia. Querendo pode-se comprar gelo e levar 1 isopor. Já é uma economia.

Na praia há bares abertos quase 24hs. Nestes bares sempre há refeições, o prato feito está em média R$8,00. Além de servirem refeições a qualquer hora do dia, os bares servem café da manhã e outros, como pasteis, salgados, etc. EM ALGUNS ACEITAM CARTÃOS DE CRÉDITO.


ATRAÇÕES:

PRAIAS:
A Ilha é repleta de trilhas e praias paradisíacas. Palmas fica ao lado da praia de Lopes Mendes, que é foi eleita por uma revista especializada em turismo como uma das 5 mais bonitas do Brasil. Ao lado há a praia de Santo Antônio, que é menor e menos conhecida pelos turistas, fica mais vazia e é espetacular. Suas águas são transparentes e a areia branca e muito fina. Pode se chegar a estas praias através de trilhas ou de barco (o barco só leva até a metade do caminho, sendo o restante concluido a pé através de trilha).

TRILHAS:
De Palmas podemos fazer várias trilhas para praias e cachoeira. Na Ilha Grande todas as trilhas são catalogadas, então o risco de se perder em uma trilha oficial é quase inexistente. Antes de sair para qualquer destino que não conheça é bom perguntar a alguem os detalhes. Eu estou a disposição para ajudar, dar dicas e o que for preciso sobre a Ilha, suas trilhas e praias. Seguem abaixo alguns roteiros de trilhas:

Lopes Mendes: fica a aproximadamente 40 minutos de Palmas, em ritmo lento. É uma trilha de dificuldade leve a moderada que passa por outras 2 praias. Tem algumas subidas e descidas.
Há outra trilha para Lopes que poucas pessoas conhecem que passa pelo manguezal e por uma estrada cercada por eucaliptos. No inicio segue beirando o mar e passa por pequenas praias. A trilha é praticamente toda feita em terreno plano, com pouquíssimas subidas e sai quase no final da praia. Vale a pena conhecer. É muito bonita.
Para se chegar nessa trilha basta continuar pela trilha para Lopes Mendes, depois de chegar na praia do Pouso, segunda depois de palmas, onde tem o bar flutuante, basta seguir direto, sem subir pela primeira trilha que vai para Lopes e onde todos sobem. Continue direto que se chega a entrada da trilha, que também leva ao Farol dos Castelhanos. Leva-se um pouco mais de tempo para percorrê-las, pois saímos quase no fim da praia. Mas vale e não é cansativo.

Santo Antonio: a trilha é a mesma para Lopes Mendes, a diferença é que na ultima descida para Lopes se entra numa trilha a direita. Leva-se mais uns 10 minutos para se chegar a Santo Antônio assim que se entra na trilha, que é mais fechada e escorregadia, dependendo da época. Mas indo com calma se chega com tranqüilidade.
IMPORTANTE: no momento em que aparece uma bifurcação mantenha sempre na trilha da esquerda, NUNCA PEGUE A DA DIREITA!!! A da direita leva por uma trilha não sinalizada para a praia do Caxadaço e os casos de pessoas perdidas nessa trilha são comuns.

Circuito Abraão: Abraão é o centro da Ilha e fica ao lado de Palmas. A trilha para Abraão leva aproximadamente 1 hora, sem peso. A trilha é pesada, pois temos que atravessar todo o morro e é apenas uma subia e uma descida. Mas chegando no topo da trilha já se tem a recompensa. Podemos observar a vila de Abraão e a praia de Abraãozinho, que é linda. Podemos ir para Abraão de barco, também.

De Abraão podemos seguir por trilhas para outras partes da Ilha, como Abraão/Dois Rios (a praia do presídio – 2:30hs de trilha), cachoeira da Feiticeira (1:30hs) e o circuito de Abraão que pega diversas praias próximas e dá para fazer em um dia todos os atrativos que são: Praias de Abraãozinho, Crena, da Julia, praia Preta e o poço do Lazareto, além de passar na cidade de Abraão e o primeiro presidio.

À NOITE:
geralmente há bandas de reggae e/ou forró tocando nos bares com som ambiente. Pessoas costumam fazer luais na areia da praia. A noite fica muito bom, tanto que não é raro virem barcos de Abraão para Palmas trazendo pessoas para aproveitar a noite de Palmas.
O melhor de tudo é não ter que se preocupar com condução para voltar para casa, tumultos, brigas, assaltos... com todos esses monstros da cidade grande que se mantêm afastados da nossa praia. Em Palmas só há paz, praia nossa, muita amizade, gente bonita e caso queira ir embora é só andar 20 metros que já está no camping sem nenhum perigo.

PASSEIOS DE BARCO:
Da praia de Palmas saem com regularidade passeios de barco para diversas praias. Os passeios passam por algumas praias e tem paradas para mergulho em algumas. O mais tradicional é o
Palmas/Lagoa Azul, sendo que também há passeios para Caxadaço ou Dois Rios, embora com menor freqüência.

E O MAIS IMPORTANTE!!!

Estamos entrando em um santuário ecológico. Território de nossa espetacular Mata Atlântica, que é um dos ecossistemas mais degradados do mundo, onde só existem atualmente 7% de sua cobertura original. Então temos a obrigação de respeitar de forma consciente este espaço que temos o privilégio de visitar. Conservando este ecossistema fragilissimo com ações básicas de cidadania:



  • Não jogue lixo nas trilhas, rios, florestas ou no mar;
  • Não leve para casa nenhum tipo de vegetação ou animal;
  • Não utilize fogo na floresta ou de forma descuidada;

  • Respeite a população tradicional local;

  • Não pratique nenhuma ação que possa causar danos a fauna, flora ou aos ecossistemas;
  • Não pratique camping ilegal;
  • Respeite a fauna, flora e ao proximo... lembre-se: nossos direitos começam onde termina o do próximo.

Lembrando que estamos em um Parque Estadual e passaremos em algumas Áreas de Proteção Ambiental, então além de desrespeito, qualquer infração estará sujeita a punições legais.

Agora é só se divertir e curtir nosso paraíso!!!!

Paz e bem!!!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Como se chegar em Mangaratiba

Para se chegar até Mangaratiba temos diversas opções. Pode ser:

De carro

Saindo do Rio de Janeiro basta pegar toda a Av. Brasil em direção a zona Oeste. Segue-se direto, toda a vida e passando por Santa Cruz é só ficar atento a entrada para Itaguaí. Chegando a Itaguaí têm-se duas opções, seguir direto, é mais rápido, ou em caso de obras entrar em Itaguaí e cruzar a cidade. Depois é só pegar a estrada Rio Santos até Mangaratiba. Chegando em Mangaratiba não tem erro. Tem que ir para o centro do Municipio. Em caso de dúvidas é só perguntar de onde saem as barcas. Todos sabem.
No centro, próximo ao píer há estacionamentos. É cobrada diária para guardar o carro. São estacionamentos confiáveis, não há problema alguma em deixar o carro em algum destes.

De ônibus de rodoviária

Da rodoviária Novo Rio saem ônibus regularmente para Mangaratiba. É bom ligar antes para saber sobre os horários, pois o último sai lá pelas 19hs. A empresa que faz esse intinerário é a Costa Verde.

Baldiação

Pega-se ônibus ou van para Itaguaí, o Central-Itaguaí. O ônibus sai da Central do Brasil, na parte de trás da Central. Este ônibus passa ao longo de toda a Av. Brasil. Chegando em Itaguaí fale com o motorista que deseja descer no ponto onde tem o ônibus para Mangaratiba. O Central-Itaguaí passa em frente ao ponto final do Mangaratiba. Pegando o Mangaratiba basta descer no ponto final em Mangaratiba.
Essa baldiação é uma ótima pedida, pois sai muito em conta. Sai 80% mais barato do que indo por ônibus da rodoviária. Além do mais, é muito tranquilo. O ônibus vai direto e não dá voltas. O único desconforto que pode ter seria a possibilidade de pegar o ônibus muito cheio e não conseguir vaga para sentar, tirando isso é super tranquilo, até em termos de tempo de viagem, não há diferença tão absurda se for de rodoviária.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Pacote de carnaval 2009 - fotos do camping

Estas são as fotos do camping dos Coqueiros, dos nossos amigos Tunico e Carla. Ficaremos neste camping para o pacote de carnaval 2009.



O camping conta com uma excelente infra estrutura, com chuveiros de água quente, luz, banheiros ladrilhados, sempre limpos, e em quantidade para atender a todos sem problemas, fica de frente para a praia, tem cozinha a disposição de todos, excelente espaço, com terreno arborizado, capacidade para 200 pessoas e muita amizade. Confira as fotos.




O camping fica ao lado da entrada da trilha para Lopes Mendes (considerada como uma das quatro praias mais belas do Brasil segundo revista especializada em turismo) e Santo Antônio (linda praia, menor e mais reservada, com a linda Mata Atlântica ao fundo).



Em frente e ao lado do camping há opções para comer e beber. Nestes bares há PF's e outros tipos de refeições, bebidas, café da manhã, sucos e outros a qualquer hora. Alguns destes estabelecimentos aceitam cartões de crédito.







Observação importante:



o silêncio e a ordem no camping devem ser respeitados!!! Lembre-se, o seu direito termina onde começa o do outro.

Camping Legal: Sempre utilize campings legalizados pela prefeitura de Angra.

Nunca realize camping selvagem ou campings irregulares, pois além de degradar, estará sujeito a penas e a retirada de seus pertences pelos orgãos competentes.

Vamos preservar a Ilha, suas comunidades, fauna, flora e moradores!!!


Forró/Reggae na Praia de Palmas - 12, 13 e 14 de setembro. Agradecimentos

Salve galera!!!!

Estou passando para agradecer a presença de todos em nosso evento, que mais uma vez foi marcado com muitas amizades, novas e antigas, gente bonita, respeito e diversão. A família de Palmas cresceu um pouco mais!!! Conosco foram 170 amigos!!! Tudo deu certo!!! O tempo colaborou sem muita chuva e todos curtiram o evento, mesmo com o pequeno problema de som que tivemos. Não tem como não curtir a Ilha e o nosso paraíso. Todos saíram com gostinho de quero mais e até a próxima.

Gostaria de agradecer, além da galera que foi e colaborou muito...

aos barqueiros pela pontualidade e profissionalismo, Cosme, Maneco, "Bicudo" e Glauco;

ao Alê e a família do camping "Nascer do Sol", Maurinho, Giovani, com toda a sua amizade e disponibilidade, sempre pronto a ajudar e atento a todos. Sem falar na sua excelente estrutura de camping;

as bandas que marcaram presença e ajudaram muito com seu som, Verso & Prosa com muito forró e Alexandre de Palmas com seu reggae;



a todos os amigos e equipe que ajudaram muitíssimo, e que sem eles não daria para ter o sucesso que tivemos, Bia, Nelson, Preto, Lívia, Jeffinho, entre tantos...



a Fani por disponibilizar o espaço e sempre servir a galera com sua maravilhosa comida, ah... aquele prato...






ao Glauco por nos atender com seu camping e barco, sempre ajudando;

a família de Palmas por marcar presença e estar sempre ajudando no que foi preciso;

a Ilha Grande e toda a sua exuberante natureza, por nos proporcionar esses momentos incríveis, com suas paisagens de tirar o folego e a generosidade de sua natureza;

E mais uma vez nosso evento correu na mais perfeita harmonia.

É isso galera e inté a próxima!!!!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Dias de paz!!! Volta na Ilha Grande

Há muito tempo planejávamos dar a volta na Ilha Grande, mas como só o inesperado e repentino funciona com a gente... Era mês de abril, recesso das aulas na Rural (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). Tinha acabado de me formar em Engenharia Florestal e junto com a Tatiana, que também era estudante de Floresta, e Gustavo, estudante de Biologia, resolvemos diante do recesso tirar a idéia do papel e partir para a ação. Fizemos alguns levantamentos sobre as trilhas que não conhecíamos, tempo, infra e disponibilidade para acampar. Depois disso as compras necessárias e mochilas nas costas. Começamos a nossa aventura com total certeza de que teríamos dias inesquecíveis... Dias de paz!!!

Primeiro e segundo dia
Começamos fazendo a travessia na barca das Barcas S.A. saindo de Mangaratiba às 8hs. Chegamos à vila de Abraão por volta das 10hs e fomos até uma padaria tomar um café reforçado, pois sabíamos que provavelmente seria a última vez que veríamos uma padaria dentro de alguns dias. De lá podíamos avistar o pico do Papagaio e o da Pedra d’água, que é o ponto culminante da Ilha Grande. Começávamos a traçar nossas estratégias. Bom, fome saciada, corpo abastecido, pé na estrada.
Por conhecer bem a parte de Palmas, Lopes Mendes, Santo Ântonio e Caxadaço, resolvemos pular essa parte e poder economizar em mais alguns dias a nossa aventura com lugares que não conhecíamos.
Resolvemos começar a volta indo diretamente por Dois Rios, no sentido horário, onde funcionava a antiga Colônia Penal. Para se fazer essa trilha tem-se duas opções. Um atalho, onde se corta boa parte da caminhada, ou a trilha principal, que na verdade é uma estrada de terra batida, hoje utilizada principalmente pelos pesquisadores e alunos do CEADS, que é um centro de pesquisas da UERJ. O atalho é muito inclinado e escorregadio por causa do barro e areia no caminho. Torna-se muito desgastante subi-lo, pois é muito inclinado, e com muito peso então... Não é nada vantajoso. Esta trilha é mais interessante quando estamos voltando para Abraão sem peso, pois se forçam bastante os joelhos. Subindo a trilha principal a caminhada torna-se mais suave, pois esta estrada é toda em curva de nível. Vamos contornando a mata e há pouca inclinação. Conforme vamos subindo avistamos algumas casas e aos poucos vamos nos afastando da cidade. Podemos ver bastantes bananeiras, amendoeiras, jaqueiras e outras plantas sinalizando a ação do homem na região. Podemos observar, também, ao longo de toda a estrada, a presença de muitos bambus, lianas, cipós e arbustos retorcidos e secos dentro da mata, indicando o efeito de borda na área, um dos sintomas da fragmentação florestal. Este efeito não foi visto, não de forma tão significante, em outras trilhas, indicando que seu deu pela largura da estrada, possibilitando à maior entrada de luz e outros fatores, alterando de uma forma mais intensa a vegetação e sua dinâmica. Através de outras espécies pioneiras podemos concluir que aquela mata não é muito antiga e sabemos que é secundária, pois toda aquela área era de grandes fazendas de café, não é raro encontrarmos algum pé de café na mata, como também conseguimos visualizar em alguns trechos vestígios das fazendas que ali existiam. Quanto mais subimos menos observamos a presença de árvores trazidas pelo homem. Depois de caminhas uns 30 minutos chegamos à curva da morte, onde podemos observar toda a Abraão de cima. Ótimo ponto para bater fotos e dar uma descansada. Dizem que o nome é este pois falavam que ali passava um caminhão abarrotado de presos em alta velocidade, e como a curva era muito fechada muitos presos acabavam caindo na ribanceira. Em alguns pontos da trilha há nascentes, mas sempre é bom por uma pastilha de cloro na água. Após aproximadamente 20 minutos chega-se ao topo da trilha. Antes disto passamos em frente à entrada da trilha para o Pico do Papagaio, à direita. Nesta parte já estamos rodeados por mata e morros, ali começa a descida. Descendo um pouco, ao lado direito observa-se um banco de bambu junto a um bambuzal, é outro atalho. Esse vale a pena, a trilha fica mais sombreada. Vamos descendo através do bambuzal por uns 15 minutos e encontramos a piscina do soldado, ótimo lugar para dar um mergulho e relaxar da caminhada. Depois de matar o calor seguimos nosso rumo. Até chegar a Dois Rios leva-se mais ou menos uma hora ou menos. Antes de chegar a Dois Rios passamos pela entrada da trilha que vai para Caxadaço, que fica à esquerda. A entrada de Dois Rios é bem imponente. É cercada por Palmeiras Imperiais dos dois lados. Lembranças de como era importante o local, sobretudo para a nossa história. Infelizmente muitas das palmeiras estão mortas e pouco conservadas. Ao entrar em Dois Rios fomos recepcionados por um vigia do CEADS que nos pediu a documentação e os nossos planos. Quem vai visitar a vila não pode dormir nela, a não ser que consiga um abrigo na casa de algum morador para passar a noite. Dois Rios é bem tranqüilo e pouco movimentado. No fim da vila observamos os escombros do antigo presídio, onde só sobraram os muros em pé e algumas salas juntas aos muros. Ainda podemos observar, com muita dificuldade,pois todas as paredes foram pichadas, depoimentos e inscrições feitas pelos antigos presos. Há casos de ex detentos e guardas que moram até hoje na Vila de Dois Rios. Se tiver a sorte de cruzar com algum deles terá histórias garantidas para o resto do dia. A vila se chama assim por causa de dois rios, um em cada ponta da praia. Ambos desembocam no mar e o à direita da praia, atrás do CEADS é o maior em volume d’água. Dá pra dar um ótimo mergulho, além do rio ser muito bonito, cercado por areias brancas. O interessante são algumas pedras perto do mar, que ao chegar próximo delas começamos a fundar na areia devido ao movimento das águas. Parece areia movediça.
Na vila há alguns locais para almoçar. Logo no centro da vila há dois bares que servem refeição e à esquerda próximo a praia também.
Bom, como não tínhamos local para ficar e os planos eram de passar a noite na Parnaioca, seguimos em frente logo após o almoço. Preste muita atenção ao tempo gasto em cada local para evitar ser pego de surpresa pela noite. Mesmo tendo boas lanternas não é bom fazer trilhas desconhecidas a noite, principalmente Dois Rios – Parnaioca, que é a maior trilha da ilha e em épocas do ano a trilha é muito estreita, não tão aberta como as demais.
A trilha para a Parnaioca é fácil de achar, basta seguir direto, assim que se chega à vila, indo pelo caminho da direita. A entrada da trilha fica junto ao presídio. Qualquer dúvida basta perguntar aos moradores que lhe indicarão onde é. A trilha é bem tranqüila e sombreada. Algumas partes são cobertas por uma espécie de arbusto muito seco que cobrem a trilha e arranham bastante. Para evitar isso é bom usar calças nesse trecho. Alguns minutos mata adentro esses arbustos somem, porque são típicos de ambientes ensolaradas. Conforme a mata começa a dominar a paisagem e sombrear esses arbustos, os mesmos desaparecem. A trilha é toda em curva de nível. É uma caminhada bem leve. O único problema é que ela é MUITO LONGA!!! O final nunca chega!!! Por ser uma trilha muito comprida e nunca se chegar à praia às vezes bate a sensação de que estamos na trilha errada. Mantenha a calma e siga em frente. Não tem errada, basta prestar atenção. Procure fazê-la o mais cedo possível para não ser pego pela noite. Ao longo da trilha podemos observar uma figueira enorme. Com um diâmetro absurdo, de uns 20 metros de DAP (diâmetro à altura do peito). Outros atrativos são a Toca da Onça e o som que os macacos bugios fazem ao longo da trilha. Então não se assuste se ouvir um rugido bastante forte na mata. Com certeza trata-se de um Bugio. Reparamos que é uma vegetação mais preservada e que as características de efeito de borda que vimos na trilha para Dois Rios não são poucos presentes ou nenhum. Vemos também uma mata em estágio mais avançado de sucessão. Um grande problema que vimos foi grande quantidade de formigas cortadeiras em alguns trechos da trilha. Este problema está assolando bastante a Ilha. Encontramos em algumas localidades número grande de saúvas Limão e Quemquem. Em locais mais próximos à civilização também é comum notarmos o caramujo gigante Africano - Achatina fulica, principalmente em Abraão. Este caramujo é um exemplo de animal introduzido no Brasil sem nenhum cuidado. Logo, fora de seu habitat natural não tem predadores naturais e nem doenças que sejam capazes de controlar o seu crescimento. Outro caso, mais grave na Ilha é o do Mico Estrela. Podemos observar vários em toda a Ilha. Este animal é exótico na mata atlântica e ocorre o mesmo que acontece com o Caramujo Africano, não há controle algum. O mico estrela pode até ser “engraçadinho”, mas é um voraz predador, sobretudo de ovos de pássaros. Este problema está causando sérios prejuízos a nossa avifauna. Então nunca retire um animal ou vegetal de seu habitat natural, pois não sabemos do real efeito causado por estes a ecossistemas específicos.
Depois de caminhar o dia inteiro chegamos a Parnaioca com o sol se pondo. Espetacular!!! Fomos recepcionados pelo seu João com um facão na mão. Morador ilustre da Parnaioca. Mas foi só um susto, seu João é gente finíssima e nos deu algumas dicas além de boas histórias. Quando descobriu que éramos da Rural então... se tornou nosso amigo rapidin. – “Ah... vocês são da Rural??? A galera da Rural é minha amiga, estão sempre por aqui!!!” Depois ouvi de amigos várias lendas sobre o seu João Mulé, o guardião da Parnaioca, lendas que diziam que ele desaparecia do nada e era capaz de enfeitiçar as mulheres. Então, se for acompanhado... Cuidado com o seu João!!! Seguindo a recomendação de nosso mais novo amigo acampamos no final da praia à beira do rio. Só deu tempo para arrumar as barracas, um pequeno mergulho no rio, comer e descansar depois de uma boa prosa com a galera. Foram uns dos dias de maior paz que tive na vida. A praia só nossa. Dormia de frente para o mar ouvindo o barulho das ondas. À noite aquele céu estreladíssimo e a lua iluminando o caminho. Caminhar no escuro na praia sem preocupação com violência ou nenhum outro monstro da cidade grande. De dia via o sol nascer e ao acordar mergulho no rio para despertar. Ficar deitado na areia com o sol queimando, sentindo a brisa da tarde. Ao entardecer, outro espetáculo. Um por do sol cheio de cores. Ver o sol se por das pedras é inigualável, tem que bater palmas. Passava o dia mergulhando. Outra coisa... O mergulho na Parnaioca é imperdível!!! Nunca vi tanta vida marinha. Peixes de todos os tamanhos, muitos bem grandes, e cores, muitos corais, arraias Xitas gigantes, tartarugas enormes, mansas, mergulhando perto a ponto de poder passar a mão. Mergulho inesquecível. Não saía da água. Se for fazer a volta, leve material de mergulho!!! Quando ficamos na Parnaioca, os campings estavam desativados e a sensação que tínhamos era que estávamos em uma cidade fantasma. No caminho para a cachoeira passamos pela igrejinha da Parnaioca, que tem um pequeno cemitério muito rústico onde antigos moradores estão enterrados. É uma visão bem diferente. Uma praia linda com um cemitério bem no meio. Mas por incrível que pareça realçava a paisagem do lugar. Faz parte. Muito respeito. Ao passar pelas casas não víamos ninguém, e realmente não tinha ninguém no vilarejo, estavam todos foram. As casas todas abertas, sem alguém dentro, ou por perto, davam a estranha sensação de que havia acontecido algo que fizessem os moradores saírem correndo do vilarejo, às pressas. Passamos duas noites na Parnaioca, com muitos banhos de rio, mar, cachoeira e sem ninguém por perto, só nós três. Inesquecível!!!











Terceiro dia


Acordamos cedo recebidos pelo sol, o mar e a Parnaioca. Não tem como não acordar bem! Depois de tomarmos café começamos a trilha rumo Aventureiro. A trilha começa do outro lado do rio no meio da vegetação e uma grande pedra. A trilha é bem tranqüila. Algumas subidas, mas nada de muito pesado. Entre Aventureiro e a Parnaioca existem dois diamantes chamados praia do Sul e do Leste. Do alto da trilha, quando atravessamos o cume começamos a descer, podemos admirar a Reserva Biológica da Praia do Leste e do Sul, o Parque Estadual Marinho do Aventureiro e a praia do Aventureiro ao fundo. Visão magnífica. Ao descer a trilha nos deparamos com um carretel de linha de caçadores. Sinal que ainda caçam e montam armadilhas por lá. Infelizmente essa prática ainda é comum na Ilha. Outra dia ao conversar com um guarda do Batalhão Florestal da Ilha, este me contou que certa vez apreenderam cerca de 35 armadilhas de trabuco no meio da mata na região de Dois Rios. Fizeram a apreensão após denuncia do pessoal da UERJ, que levaram um susto no dia em que uma armadilha disparou próxima a um aluno em um trabalho de campo.
Voltando a nossa trilha... estávamos no fim da trilha quando lembrei das palavras de um amigo que já tinha feito a mesma. Ele disse: “Jansen, quando se chega na praia do Leste, saindo da trilha e dando de cara com aquela água azul, transparente, dá vontade de chorar”. Lembrei na hora, porque realmente é emocionante. Com certeza este é um pedaço da Ilha que praticamente está intocado, lembrando a paisagem nativa e natural da ilha. Você fica igual a uma criança. No meio de uma floresta linda, conservada, e diante de um mar azul, cristalino, só seu, mais ninguém por perto. É um privilégio que infelizmente nem todos podem conhecer, apesar de ser uma viagem tão barata. Temos que agradecer muito a Deus por nos proporcionar coisas tão belas e a oportunidade, e a sensibilidade, de poder apreciar e contemplar a Sua obra. São momentos que te deixam em êxtase, te fazem pensar e agradecer. Você vê como tudo é tão perfeito e como somos tão pequenos diante de tanta perfeição. Tudo muito imenso. Tudo é um mecanismo compacto e sintonizado que funciona em equilíbrio extremo, onde cada ser tem seu papel para manter o ecossistema em harmonia. Essas praias são muito conservadas, pois são uma Reserva Biológica, que é uma categoria de Unidade de Conservação Integral e um dos tipos mais protegidos. Ou seja, não poderíamos nem estar passando por aquele paraíso. Para visitá-lo devemos pedir uma autorização ao IEF. Geralmente a visita somente é liberada sob motivos de estudo ou pesquisa. Uma Reserva Biológica é criada para proteger ambientes de rara beleza ou grande valor ambiental. No caso das praias do Sul e do Leste, estas abrigam vários ecossistemas da Mata Atlântica em um espaço muito pequeno. Nelas observamos restingas, estuários, mangues, praias, lagoas, floresta de encosta, ou seja, no mínimo seis ecossistemas diferentes da Mata Atlântica dentro de uma área relativamente “pequena”. Um verdadeiro tesouro. Neste ambiente há várias espécies de nossa fauna e flora. Capivaras, lontras, jacarés, cotias, bromélias, etc. O que me chamou a atenção foram algumas pegadas de porte muito grande. Chegamos a indagar se não seria de onça. Como achamos que uma onça não teria Home Range suficiente, ou seja, oferta de comida adequada para alimentá-la não correndo o risco de acabar esta oferta, achamos que poderia ser de um cachorro muito grande. Era inacreditável pensar em onça naquela região. Depois de algum tempo, conversando com amigos que estiveram na região durante algumas semanas, falaram que encontraram pegadas de onça na Parnaioca. Eu disse que seria impossível, mesmo vendo as tais pegadas. Os amigos continuaram insistindo, dizendo que os moradores contam que corre uma lenda que um estrangeiro que morava na Ilha resolveu soltar um casal de onças e que uma delas já tinha morrido. De repente o mesmo que dizem ter introduzido o Jacaré-de-Papo-Amarelo na Ilha. Bom... Mais uma lenda para povoar a imaginação de todos nós.
Seguimos em frente e nos deparamos com o primeiro obstáculo anunciados por todos, o mangue. Para se chegar à próxima praia, tem que se contornar uma pequena “ilha” e para isso devemos passar por dentro do mangue. Não tem errada, só é seguir o fluxo do rio. Seguindo o rio acima para direita você chega à lagoa e a esquerda a trilha pelo mangue. Dizem que já atravessaram este mangue com água no peito, mas no nosso caso, como era época de estiagem, a água estava pela canela. Andamos cerca de cinco metros e encontramos o início da trilha para a praia. É uma pequena trilha no meio de vegetação de restinga, muito seca e contorcida. Cuidado com os arranhões. Muito cuidado na hora de atravessar o mangue com as raízes submersas das árvores que podem cortar. Chegando à praia do sul a caminhada continua. A parte triste é a imensa quantidade de lixo existente na areia. Esse lixo é despejado na praia pela Maré, chega via oceano. É uma pequena mostra do que despejam em nossos mares. A quantidade de plástico e lixo em geral encalhado na areia é bastante grande. No somatório as praias do Sul e do Leste têm seis quilômetros de extensão. Ao final da praia há a pedra do Demo, que é uma grande pedra onde temos de atravessar. Exige-se muito cuidado, pois qualquer escorregão pode-se cair no mar e ser jogado contra as pedras cheias de mariscos pelas ondas, podendo ocorrer um acidente grave. A dica é ir devagar, evitar o sol muito forte para não se queimar nas pedras, e nunca, nunca pisar nas partes escuras por onde corre água. Essa parte é repleta de limo e qualquer pisão é escorregão na certa. Tirando isso é super tranqüilo, quando a maré está baixa e o mar calmo, e um ótimo mirante para tirar fotos da Reserva Biológica e de Aventureiro. Depois desta pedra chegamos a Aventureiro. Paramos no primeiro bar que tem logo que se chega. Esse bar também é um camping. Após matarmos a fome montamos as barracas e fomos aproveitar mais a praia. Diferente de Parnaioca, Aventureiro é um povoado habitado. Tem opções de campings e bares. Como fomos em baixa temporada estava bem vazio. Vindo de barco através de Angra dos Reis tem que se pagar a travessia, que é feita por um determinado barco específico, e usar a pulseira, pois Aventureiro tem limite de visitantes. Ficamos duas noites em Aventureiro, balançando na rede, jogando conversa fora e tomando uma cervejinha, porque ninguém é de ferro.

Quarto dia
Acordamos e mais uma vez o sol veio nos brindar com um grande espetáculo. É muita luminosidade, e junto com o céu extremamente azul e algumas nuvens muitíssimo brancas tinha-se um belo efeito. No lado direito da praia tem o cartão postal da ilha, que é o coqueiro que cresceu em formato de “L”. Passamos o dia por Aventureiro e pelas praias do Sul e do Leste. Nas praias rolam altas ondas. Para quem for especificamente para essas bandas tem que levar prancha. Só tome cuidado com os tubarões que aparecem às vezes. Mas é muito difícil ter acidentes. Tubarões há em toda a ilha, mas como se trata de um ambiente em equilíbrio ataques são raríssimos, pois oferta de peixes não faltam para os nossos amigos. Bom, tiramos o dia para descansar pelas praias e nos alimentar, pois no próximo dia pegaríamos uma das trilhas que dizem ser a das mais puxadas da ilha, Aventureiro – Provetá. Mas uma noite vendo estrelas cadentes, balançando na rede, tomando uma geladinha para relaxar e contando causos. Amanhã o bicho pega!!!

Quinto dia
Acordamos cedo para pegar a trilha. Realmente a trilha é bastante íngreme e com peso nas costas fica ainda mais difícil. O problema é que além de íngreme a subida é constante, praticamente não existe parte plana, só quando chega ao topo. Descendo também é íngreme e lá de cima começamos a ver a vila do Provetá. A cor da água é de um verde profundo, mais escuro, muito bonito. Esta vila é habitada predominantemente por evangélicos e é a segunda maior da Ilha Grande. É bom evitar qualquer estardalhaço, respeitar os costumes e nada de qualquer confusão. Atravessamos a trilha sob os olhares desconfiados de seus moradores. São muitas casa em um espaço muito pequeno e no centro da vila há uma igreja muito grande. É a maior construção da vila e de longe já podíamos avista - lá. As casas todos estão dispostas ao redor desta construção. Almoçamos em Provetá em uma casa perto da igreja. A igreja é o centro da cidade e para pegar a trilha para Araçatiba temos que passar por ela. Neste local há telefones públicos e caminhando na rua em frente à igreja indo para a direita encontramos esta casa que serve refeições. Fomos muito bem recebidos e a dona ainda nos deu algumas lulas como cortesia. Depois de descansar do almoço pegamos a trilha. Temos que atravessar a cidade a partir da rua à direita da igreja. Os moradores vão indicando o local correto para a trilha. Toda a vila é cercada por muros a partir da cota 200m, provavelmente para evitar a construções ilegais. A partir da cota 200 metros já é PEIG (Parque Estadual da Ilha Grande). A trilha para Araçatiba é grande, mas não tem muitas subidas pesadas. Há subidas e você acaba se desgastando mais pelo esforço de estar andando há muito tempo e desgaste da trilha anterior. Há árvores muito grandes, especialmente angicos. Chegamos à praia de Araçatubinha aproximadamente às 16 horas. Em Araçatiba, que fica ao lado, só há um camping, que tem uma ótima estrutura e fica no alto de um morro possibilitando a vista de Angra, que parece muito perto. Este camping fica entre a vila de Araçatiba e Araçatubinha. Passamos a tarde comendo isca de peixe no bar de frente à praia. O por do sol de Araçatiba é muito bonito e é um dos significados da palavra na língua indígena. Ficamos pela vilazinha, que é muito pequena, limita-se a praia praticamente, com uns 200 metros de extensão.

Sexto dia
Acordamos, pegamos apenas o necessário e pé na trilha para a Gruta do Acaiá. Anda-se bastante, passando-se por várias praias. Observamos algumas construções em área de encosta, provavelmente irregulares, mas o que mais chamava a atenção era que não eram casas simples de pescadores e sim de pessoas com poder aquisitivo. Tivemos uma pequena amostra da especulação imobiliária em nossa ilha. A trilha é muito longa e tem que se subir um bom pedaço. Lá de cima temos uma visão geral da baía de Araçatiba e Angra. Certos trechos da trilha estão infestados por formigas cortadeiras (Quemquem). É uma quantidade muito grande, trechos de até dez metros de trilha abarrotados de formigas por todos os lados, não lhe dando opções de passagem. As únicas alternativas eram voltar ou... passar correndo igual a um louco. Como queríamos muito conhecer a Gruta, tínhamos andado muito para chegar até ali e somos loucos... Optamos pela alternativa “b”. O problema é que tivemos que recorrer a essa alternativa várias vezes durante a trilha. A quantidade de formigas é realmente muito grande. Ao chegar à entrada da gruta, a surpresa. Uma placa indicava que era área particular e que para entrar na gruta deveríamos pagar R$15,00. Ficamos revoltados e conseguimos fazer a R$10,00. Realmente é um absurdo alguém cercar um atrativo da Ilha Grande, dizer que é seu e cobrar pela visita. Passamos pela pequena granja e chegamos à entrada da gruta que segue por debaixo da terra. Não aconselho para quem tem problemas de claustrofobia. Além disso, por ser um local muito úmido, havia muitas pererecas logo na entrada da gruta. Começamos a descer a escada e o teto da gruta chega a uma altura de meio metro, onde temos que descer deitados. Terminando essa parte chegamos ao salão, onde deve ter no máximo 1,30m. Neste salão avista-se o espetáculo. A gruta fica abaixo do nível do mar e a água entra por uma fenda por debaixo dela. A água transparente é iluminada pelo sol e dentro da gruta escura fica fluorescente em tonalidades de verde e azul. Realmente vale a pena ser visitado. Nos dias mais movimentados há instrutores de mergulho no local e cobram para auxiliar as pessoas a passarem por debaixo da fenda e saírem no mar pelo lado de fora da rocha. Não é aconselhável fazer isso sozinho, pois além do grande risco de afogamento pode-se cortar nas pedras da gruta. A entrada fica aproximadamente oito metros de profundidade.
Visto e contemplado retornamos para Araçatiba, onde almoçamos e pegamos a trilha com destino ao sítio forte. A partir desse trecho começam as dificuldades de se encontrar locais para acampar. Não há mais campings legais e temos que apelar a boa vontade dos moradores da região. A partir da trilha Aventureiro/Provetá a dica é seguir os postes de energia elétrica. Isto se aplica até chegarmos a Abraão. Seguindo a fiação chegamos à Praia da Longa, que é uma praia muito escondida e especificamente de pescadores, onde também desenvolvem atividades de Maricultura. Fizemos amizade com o seu Ira e o seu Dedé, essa é uma das melhores partes da viagem, as amizades que fazemos. Deram-nos várias dicas e como a noite estava caindo disseram para não tentarmos chegar ao Sítio Forte porque a noite cairia e não teríamos local para acampar, pois todas as praias no decorrer do caminho eram particulares. Disseram para dormirmos no coreto da praça, local onde vários viajantes como nós passamos as noites. Falaram que não seríamos incomodados e que era tranqüilo pernoitar lá. Como era no meio do vilarejo e da via principal aceitamos outra dica, de procurar o seu Versinho no canto esquerdo da praia. No final da praia onde há um pequeno bar. Conhecemos o seu Versinho. Novo e gente muito boa oferece seu terreno para os aventureiros que não têm onde dormir. Recebeu-nos muito bem e para a nossa surpresa a sua esposa foi estudante da Rural, da mesma época que a nossa, e a conhecíamos de vista. Fomos dar um mergulho com a noite caindo, relaxados, com o alívio de ter encontrado um lugar para pernoitar. Nada melhor, a noite caindo, a água morna pela cintura e três amigos conversando, relaxando e passando o tempo. Pequenas coisas que são importantes e se tornam inesquecíveis. Depois desse banho, um banho de água doce e muita prosa com a Érica sobre os tempos da Rural. Marcamos de dar uma cochilada para depois ficar no barzinho, mas estávamos exaustos e ninguém conseguiu levantar. Quando um levantava chamava o outro que dizia, daqui a pouco e vice versa. Resultado. Apagamos.

Sétimo dia
Despertamos muito cedo, nos despedimos de nossos acolhedores e pegamos mais um dia de trilha. Foi o dia em que mais andamos. Uns 20 km. Fomos seguindo a fiação elétrica e passamos por diversas praias. Passamos pela Ubatubinha, uma praia pequena e linda, só que a praia toda é cercada por apenas uma pessoa que se diz proprietária da praia. No final da praia tem uma fábrica de sardinhas desativada. Estrutura muito bonita que nos demonstra como era grande esta atividade no passado, que felizmente está caindo em desuso dando lugar ao turismo. Essa atividade quase levou a extinção do pescado na Baía da Ilha Grande. Continuamos a caminhar e passamos por sítio forte onde de cima da trilha tem-se uma bela vista dos corais e as águas em tonalidades de verde transparente. Em sítio forte fizemos amizade com um casal que estava hospedado no hotel da praia. Conversamos bastante e depois de uma ducha gelada, tem um mega chuveirão na beira da praia, e após alguns peixes que nos deram fomos embora agradecidos. Parte engraçada era a cara de espanto e admiração de todos os turistas que conhecíamos ao falarmos que estávamos dando a volta na Ilha. Era tipo: “Nossa!!! Maravilhoso!!! Mas não agüentaria andar tanto!!!”. As trilhas destas regiões são muito tranqüilas de se pegar. Não têm muitas subidas. O maior problema realmente é locais para passar a noite. Chegamos a Matariz. A primeira visão que tivemos não foi a das melhores. Há um grande valão, realmente muito grande, que corre para o mar. Aparentemente o esgoto despejado não recebe nenhum tipo de tratamento, sendo jogado in natura no mar. Matariz é uma pequena vila de pescadores onde há uma cooperativa. Trabalham muito pouco com turismo sendo a atividade pesqueira a maior fonte de renda. Desenvolveu agricultura de subsistência e a criação de pequenos animais para consumo próprio, como galinhas.O povo é muito simpático. Paramos em um pequeno armazém para descansar e comer algo. Logo fizemos amizade com duas figuras incríveis. Seu Chacrinha e Seu Bentinho. Dois senhores muito carismáticos e cheios de histórias. A vontade que dá após começar uma prosa com eles é de não levantar mais e até passar mais um dia naquele local só para ouvir as suas lendas e contos. Seu Chacrinha é aposentado e trabalha no postinho médico da vila enquanto Seu Bentinho é filho e parente de ex funcionários do presídio. Histórias do presídio são o que eles mais tinham. Contaram sobre os últimos dias de Madame Satã, que ficou apaixonado pela Ilha e acabou comprando um terreno no Abraão e acabou morrendo por lá mesmo. Disse que neste terreno há um ponto de Candomblé até hoje administrado por suas filhas. Nos contou sobre a sua infância na Ilha, dizia como a segurança era rigorosa. Outra ótima história é sobre a fuga do traficante Escadinha do presídio. Diz que alguns guardas foram corrompidos e pagos para facilitar a fuga e que o helicóptero não pousou dentro do presídio e sim em um local próximo onde o traficante estava. Como disse, histórias e mais histórias. Dá vontade de ficar dias ouvindo. Por fim nos deu as últimas dicas sobre a nossa caminhada e sobre uma trilha desativada que passa por cima das montanhas onde ainda se encontram resquícios muito bem preservados de uma antiga fazenda. Esta trilha poucas pessoas conhecem e não é oficial. Dizem que é muito bonita e corta um bom caminho. Ficamos horas com eles, nem vimos o tempo passar. Mas como tínhamos que seguir nossos caminhos lutando contra o relógio seguimos em frente. Passamos por diversas praias da Ilha que nunca sequer tinha ouvido. A maioria colônia tradicionais de pescadores. Passamos por Bananal que está muito povoada, em sua maioria por pousadas e casas de classe média alta. Suas pousadas são bastante procuradas como ponto inicial para mergulhos autônomos e cursos. Ponto interessante é um bar estilo oriental de um Japonês que mora na área. Foi onde descansamos um pouco e pegamos mais fôlego para seguir adiante. Pena que o local estava fechado. Chegamos em Freguesia de Santana, nestas trilhas praticamente não há fontes de água para beber. Tivemos que pedir água para um marceneiro que fizemos amizade na praia de Freguesia. Freguesia foi o primeiro povoado da Ilha Grande onde teve a sua primeira igreja construída. Ao conversar com nosso novo amigo ele nos contou sobre o drama do Guapuruvu, que é uma das árvores símbolos da Floresta Atlântica. Não há nenhum indivíduo adulto desta espécie na ilha, pois uma misteriosa doença está acabando com todas. Já vieram especialistas de várias universidades do país e nenhum conseguiu diagnosticar a praga. A hora já estava avançada e a nossa preocupação em arrumar um local para dormir aumentava. Freguesia de Santana, além da igreja, é predominantemente habitada por uma propriedade privada, onde o dono não gosta que aventureiros durmam nela. Resolvemos pegar a trilha para Japariz, sabendo ser quase impossível dormir na vila começávamos a cogitar a idéia de dormir na trilha. Depois de andar do amanhecer ao entardecer, chegamos a Japariz. Este pequeno povoado é repleto de restaurantes e pequenos estabelecimentos ligados ao ramo de lanches e refeições. É parada obrigatória de quem faz os passeios para a Lagoa Azul e Verde para uma refeição ao fim da viagem. A esta altura tínhamos que batalhar um lugar para montar as barracas. Fomos conversando com um morador, depois com outro, até conseguirmos a dica de que em um dos restaurantes o dono deixa acampar. Conseguimos falar com o proprietário que deixou acampar em seu terreno, disponibilizando o banheiro para tomarmos um banho. Japariz está sofrendo com a invasão do Caramujo Africano e de formigas cortadeiras. A quantidade de Saúvas Limão durante a noite é impressionante. São milhares. Chegam a fazer muito barulho. Após travar uma batalha com algumas saúvas pelo nosso miojo e sardinhas, fomos dar uma volta na praia e pescar um pouco no pier. É interessante quando você observa um local por outro ângulo, em outra ocasião. Durante o dia Japariz é uma correria só. Pessoas de um lado para o outro tentando saciar a fome. E a noite... À noite a paz de vilarejo do interior retorna. Crianças brincando. As pessoas aglomeradas vendo uma televisão colocada em uma mesa de um dos restaurantes e outros se divertindo brincando de bingo. Um clima de vilazinha do interior mesmo, até eufórico. Aquela sensação de simplicidade e inocência que cada vez é mais difícil de ver. Uma comunidade inteira convivendo em paz, sem medo, simplicidade e em comunhão.

Oitavo dia
Mais um dia... acordei bem cedo a ponto de ver mais um nascer do sol. Tive a sorte de poder de ver muitos nesses oito dias, queria poder aproveitar um pouco mais, pois seria o último dessa travessia. E esse por do sol foi especial, como todos foram, cada um com um detalhe diferente. Neste tive a companhia de três novos amigos. Três filhotes me acompanharam. Brincavam de um lado para o outro, me cumprimentando, assim como o sol que saía de dentro d”água. Mais três novos amigos. Só que não poderia imaginar que estes poderiam trazer problemas depois. Tomamos café e partimos. Ficamos muito tempo tentando afugentar os filhotes para que não nos seguisse e se perdessem em Saco do Céu. No início da trilha conseguimos despistá-los. Bom... achávamos que sim. Chegando a Saco do Céu apareceram de novo, brincando e fazendo festa. Fizemos de tudo para colocal-os de volta a trilha de Japariz, mas sem sucesso. Saco do Céu é uma colônia de pescador como as outras. Parece ser um pouco maior que as demais, mas na verdade não ficamos tanto tempo, pois tivemos problemas com um morador por causa dos filhotes. Esse queria agredir os filhotes dizendo que os cachorros vêm de Japariz e matam as galinhas deles. Obvio, não deixamos encostar nos bichos. Contrariado ele pegou um barco e saiu esblavejando. Xingando tudo que é nome e o seu amigo tentando consolá-lo. Pior que o cara era grande, mas como também não sou pequeno...Duas dicas: não deixem de forma alguma nenhum animal segui-los para evitar esse tipo de problema e outra, nunca arrume problemas com moradores. Tente sempre contornar a situação da melhor forma possível. Nunca sabemos com quem estamos lidando e para piorar estamos na casa deles. Então, sangue frio e muito jogo de cintura. Felizmente a situação não chegou a nenhum embate maior. Ele foi pro lado deles e nós para o nosso. O maior problema era por os filhotes de volta para a trilha para que ninguém os machucassem. Depois de gritar muito com eles, uns paus e pedras para afugentar, conseguimos pó-los para correr. Desculpe o mal jeito meus amigos, mas tinha que ser.
Saco do Céu cresceu de frente para um braço de mar. Parece até que é uma lagoa gigantesca, mas não é. É o mar que vem contornando a mata e termina naquele lindo espelho azul. No final há um mangue bem preservado. Continuamos rumo a Abraão. Passamos por mais uma vila, que não lembro o nome agora. Vilazinha muito bonita. Super arborizada e cheia de Caxinguelês, uma espécie de esquilo da Mata Atlântica. Faziam um baile. Correndo de um lado para o outro na nossa frente. Subindo nas árvores. Nunca tinha visto tantos juntos. Ao final da vila chegamos a ultima praia antes da última trilha para Abraão. Não lembro bem o nome, mas é bem bonita também, é algo como Perequê. Ainda há outra prainha com uma mega casa. Esta praia é a da Feiticeira. Começamos a nossa subida pela última trilha. Esta trilha começa na praia da Feiticeira e passa na entrada da cachoeira de mesmo nome. Seu início é todo de escada de concreto, pois ainda há poucas casas por ali. O inicio da trilha é bem íngreme. Chega a ser cansativo o começo. De repente era por estarmos desgastados de tanto andar. A Tatiana já estava a duas noites dormindo à base de analgésicos, e olha que ela corria e fazia academia. Realmente andamos muito e somando isso a muito sobe e desce e uma mochila pesadíssima nas costas... Não é tarefa das mais fáceis. Por isso, ao resolver fazer esse tipo de caminhada é recomendado estar em ótima forma física para agüentar. Ela conseguiu terminar a volta bravamente, sem nenhuma reclamação e olha que impomos um ritmo de caminhada muito pesado, e ela conseguiu acompanhar. Como disse, só conseguiu acompanhar e terminar nossa caminhada porque estava em excelente forma física. Voltando a nossa última trilha... Subimos lentamente. O caminho é bem sinalizado e aberto. Com exceção da trilha Dois Rios/Parnaioca as demais eram bem abertas. Passamos por um pequeno riacho e depois pela entrada da trilha para a cachoeira da Feiticeira. Para quem vem de Abraão a entrada fica à esquerda. Quem não conhece pode passar direto porque fica escondida e o início é uma subida em uma encosta de uns 45 graus. Há marcas e setas desenhadas nas pedras e no chão. Como estávamos cansados, cheios de peso e conhecíamos a cachoeira, não nos aventuramos a ter que subir e voltar. Depois de pouco mais de uma hora chegamos ao aqueduto que abastecia o Lazareto e a cidade. Esta parte já é Abraão. Tem um grande poço formado por água da cachoeira. Parada obrigatória para recarregar as energias. Mergulho imperdível para relaxar e energizar. Ficamos um bom tempo descansando, tomando banho e conversando. Aliviados e muito satisfeitos por ter conseguido concluir nossa missão tão bem. Conseguimos!!! Em oito dias dar a volta na Ilha Grande. Dá para se fazer em menos. Em até três, quatro dias. Só que sinceramente... Não vale a pena fazer tão rápido. Fizemos em oito e não deu para curtir metade do que queríamos direito. Ficar mais dias na paz da Parnaioca, sozinhos, ou mais noites balançando na rede em Aventureiro. Dias ouvindo as histórias dos caiçaras, do seu Bentinho e Chacrinha. Tomar mais banhos de rio e cachoeira. Uma coisa é certa. Pode-se terminar a volta com o corpo cansado, mas a vontade é de dar meia volta e fazer tudo de novo. Corpo cansado, mente e espíritos revigorados. Passei meses antes de dormir, preso na babilônia imaginando aquelas praias lindas, desertas. Pensando... Que desperdício. Aquele paraíso lá, me esperando de braços abertos e eu aqui. Nossa aventura foi em abril de 2007 e não se passa um dia em que não planeje voltar e fazer o mesmo, só que por mais dias. Desgarrado de tudo, longe do transito da cidade grande e suas mazelas. Só com preocupações básicas. Fazendo da minha casa a natureza. Acordar de cara com o sol nascendo, mergulhar no rio para despertar. Passar o dia na praia, jogando conversa fora, ou não, me isolando no meio da natureza. Foram os dias mais mágicos e incríveis da minha vida...

Dias de paz!!!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fotos da Praia de Palmas











quinta-feira, 31 de julho de 2008

Contatos

Estaremos abertos a dar dicas, ajudas e comentários sobre a Ilha Grande e Palmas

Através dos telefones: 9549 -0340 / 7612-6943 (Jansen)

E-mail: jansenmatos@yahoo.com.br

MSN: jansen_matos@hotmail.com

Orkut: "Jansen Matos" ou "Praia de Palmas"

Comunidades no orkut: "Camping na Praia de Palmas"

Forró na Praia de Palmas - alguns detalhes

Estamos partindo para mais um evento na praia de Palmas junto com sua família. Como sempre será um evento com muita paz e respeito e será nos moldes dos pacotes anteriores. Veja como funciona:



  • COMO CHEGAR: Há várias formas de se chegar a Mangaratiba.

-Pode ser por ônibus da rodoviária Novo Rio (o último sai as 19:00horas);


-Por carro (em Mangaratiba existem vários estacionamentos e a vaga está em média R$10,00 a diária);


-Baldiação: pegar o ônibus Central/Itaguaí (ponto final atrás da Central do Brasil, e o mesmo passa ao longo de toda a Av. Brasil), chegando em Itaguaí pedir para descer no ponto final dos ônibus para Mangaratiba). De lá pegar o ônibus que vai para Mangaratiba e descer no ponto final, que fica de frente para o pier de onde sairá o barco.



  • PONTO DE ENCONTRO: Nos encontraremos em Mangaratiba no pier que fica no centro da cidade, não tem como errar;

  • EMBARQUE: A saída de barco será na sexta (12/09) as 21:00hs (com tolerância de 20 minutos de atraso). Essa saída será em Mangaratiba e o barco nos levará direto para a praia de Palmas;

  • Para a travessia de barco é bom retirar todos os pertences que serão usados durante a mesma, pois as bagagens ficarão guardadas no barco e fica difícil poder pegar algo durante a travessia. É bom ir com agasalho em mãos e outros itens que possam ser utilizados neste momento. A viagem de barco dura em média 2horas;

  • RETORNO: será no domingo (14/09) as 16hs saindo da praia de Palmas direto para Mangaratiba;

  • CAMPING: Ficaremos no camping Nascer do Sol. O camping conta com toda a infraestrutura para termos o maior conforto. É um dos melhores de Palmas e tem chuveiros com água quente, energia elétrica (gerador), luz, banheiros individuais sempre limpos, local para fazer comida, sombra, espaço demarcado para por as barracas, terreno plano de areia e terra batida, fica de frente para o mar e muita amizade. O CAMPING TEM BARRACAS PARA ALUGAR;


  • O forró será realizado no bar da Fani, que fica ao lado do camping;

  • REFEIÇÕES: No bar da Fani são servidas refeições durante o dia inteiro e a noite. Café da manhã, lanches, bebidas e refeições. O preço da refeição está em média R$8,00 e aceita-se cartão de crédito;

  • FORMA DE PAGAMENTO E RESERVA: para reservar as vagas deve-se entrar em contato para saber a disponibilidade das mesmas. As reservas são feitas através de depósito bancário no valor de R$35,00 sendo a outra parcela acertada no decorrer da travessia Mangaratiba/Praia de Palmas. O depósito será efetuado na conta com o titular "Jansen Jorge B. S. Matos";

  • VAGAS: As vagas são limitadas. A princípio será um barco de 70 lugares, então reserve logo a sua!!!

  • Após efetuar o depósito entrar em contato confirmando o valor, a data, a agência, além de guardar o comprovante para acertar o restante do pagamento na travessia;

  • MEIO AMBIENTE: Quem tiver interesse em fazer algo ligado ao meio ambiente será concedido um desconto (quantidade limitada);

  • O EVENTO: Teremos forró com a banda VERSO & PROSA. Banda com ótimo repertório de forró pé de serra (universitário) com um som muito bom e instrumentos que dão um algo a mais, como Rabeca. Além de muito forró em seu repertório a banda também toca muito reggae e MPB.

  • DICAS:

- Para quem nunca acampou não terá problemas. O camping tem toda a infraestrutura para ficar bem a vontade. Lembrando que a luz é de gerador, então não é recomendado o uso de aparelhos elétricos que necessitem de muita energia.


-É bom levar um isolante termico ou um colchonete para forrar o chão da barraca para evitar o frio.


- Quem tem problemas com enjoô pode tomar um remédio antes da travessia. Pode ser um "Dramin".


- A Ilha Grande é um paraíso para descançar, curtir a natureza e ter muita paz. Vamos preservar ao máximo esse ecossistema tão bonito quanto sensível não deixando nada nas trilhas e nem no mar, não recolhendo nenhum tipo de vegetação ou animais, respeitar o silêncio e ao próximo e PRESERVAR, ADMIRAR E RESPEITAR local tão maravilhoso!!!


É isso... respeitando, preservando teremos um final de semana maravilhoso, repleto de amizade, novos amigos, locais paradisíacos, aventuras e muita paz!!!!



Jansen Matos



ForróReggae na Praia de Palmas

FORRÓ/REGGAE NA PRAIA DE PALMAS/ILHA GRANDE
Venha curtir a Praia de Palmas e toda a sua vibração ao som de muito forró e reggae!!!

Forró com a banda VERSO & PROSA

Reggae com JAH AMANA (com ALEXANDRE DE PALMAS e FELIPE DO MONTE ZION)
Se você gosta de dançar um forrozin descalço na areia, de frente para o mar, praias paradisíacas, muita paz, música boa e amizade venha curtir esse evento conosco!!!!
Dias 12, 13 e 14 de setembro.
Grande promoção: apenas R$70,00*!!!!!!!!

*Pagamento em 2 vezes para a reserva das primeiras 60 vagas (a primeira de R$35,00 até o dia 01/09 – ou enquanto durarem as vagas- e a última em Palmas).

*APÓS AS PRIMEIRAS 60 VAGAS 2 X R$40,00

**Enquanto durarem as vagas

Pacote com direito a

- ida e volta de barco (saída de Mangaratiba dia 12/09 as 21hs);

- Camping Nascer do Sol (Alê) - camping com luz, chuveiros de água quente, banheiros sempre limpos, sombra, espaço para cozinhar e de frente para o mar (CAMPING ALUGA BARRACAS);

ALÉM DE MUITO FORRÓ E REGGAE COM A BANDA VERSO & PROSA E JAH AMANA!!!!

Desconto para quem apresentar alguma amostra, ou programa, ligado a conscientização ambiental ou conservação/preservação ambiental.
VAGAS LIMITADAS!!!
Contatos: 9549-0340/7612-6943 (Jansen)

Detalhes pelo MSN: jansen_matos@hotmail.com (durante o horário comercial)
Lista na comunidade do Orkut: Camping na praia de palmas

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Uma Ilha Grande de histórias...


À época do descobrimento a Ilha Grande era habitada pelos índios Tupinambás que a denominavam “Ipaum Guaçu”, que significa Ilha Grande. Muito aguerridos, os Tupinambás, senhores da faixa compreendida entre Cabo Frio, no Rio de Janeiro, e Ubatuba, Estado de São Paulo, não aceitaram de forma alguma , a tirania dos portugueses, que pretendiam transformá-los em escravos. Lutaram contra os invasores europeus até o fim, o extermínio. Sucumbiram diante das armas de fogo que estes usavam.

O início da colonização da Ilha desenvolveu-se de Oeste para Leste e foi muito retardado, inicialmente, pelos Tupinambás e depois pelos piratas, que mantinham-se presentes na costa. Tal situação levou aos portugueses proibirem, entre abril de 1617 e aproximadamente 1764, que pessoas se radicassem na ilha. Essa medida visava impedir que piratas utilizassem alimentos, barcos ou armas de possíveis moradores. A última leva de corsários a atormentar o território da Ilha foi a dos argentinos: por ocasião da Guerra Cisplatina, em 1827, foi estabelecida por eles uma pressão violenta, através de ataques ao território e a barcos brasileiros que circulavam próximos à ilha. A história registra pelo menos três ataques ao território, um inclusive contra a Enseada de Palmas. Nos três ataques, os argentinos foram derrotados por tropas formadas pelos próprios moradores da Ilha Grande.
Quando houve a divsão do Brasil em capitanias, a área compreendida por Paraty, Angra e Ilha Grande pertencia a capitania de São Vicente. Angra e Paraty foram separadas desta capitania, cujo o território hoje constitui o estado de Sãa Paulo, em 1701. A Ilha Grande continuou como território Paulista até 16 de novembro de 1726, quando foi agregada ao Rio de Janeiro.
A colonização definitiva da Ilha se deu por volta de 1725 a 1764, prosperando o cultivo de cana-de-açúcar (do séc. XVIII até a metade do séc. XIX). O café foi introduzido um pouco mais tarde perdurando entre 1772 e 1890, chegando a ser exportado para a Europa. Para se ter uma idéia da dimensão dessa atividade na Ilha Grande, apenas uma fazenda, a de Sant’Ana da Ilha Grande, de Abraão e do Sítio Forte ofuscavam o de Angra dos Reis. O primeiro era o mais importante do sul fluminense (FERREIRA,1992; NESI, 1990).A Ilha também se tornou centro de desembarque e foi um ponto muito importante na rota de tráfico de escravos negros trazidos da África para o Brasil (séc. XVIII até meados dos séc. XIX). Na ilha havia três grandes fazendas de adaptação dos recéns chegados que vinham em condições extremamente precárias nos barcos chamdos “Tumbeiros” devido a semelhança das instalações que dispunham cada escravo transportado, a uma apertada tumba, ou sepultura, sem espaço para a movimentação durante as viagens. Eram tratados com relativa boa vontade, aprendiam um mínimo de português e ganhavam melhores condições físicas para valorizá-los no momento da venda. Há autores que afirmam que chegaram a coexistir na Ilha mais de 20 mil escravos nesse processo de adaptação.
Na segunda metade do séc. XIX, com a expansão da cafeicultura no Vale do Paraíba e também com o término do tráfico de escravos, a Ilha entrou em grande decadência, sendo os cafezais abandonados.No séc. XIX, D. Pedro II visitou a Ilha Grande e, encantado com a beleza e a tranqüilidade da Ilha, resolveu adquirir em 1884 as fazendas do Holandês (hoje Abraão) e a dos Dois Rios (praia do antigo presídio).
Na fazenda do Holandês foi construído o Lazareto, que serviu como centro de triagem e quarentena para enfermos que desembarcavam no Brasil, notadamente contra a cólera, chegando a atender mais de quatro mil embarcações durante seus 28 anos de funcionamento.
Após o fim da escravatura, foram lançados à rua milhares de ex-escravos, sem preparação e sem preocupações morais ou assistenciais. Boa parte nem sabia falar português . Tal contingente de pessoas estava muito perto da marginalidade: todas as práticas tipicamente africanas eram vistas com desagrado. Pelo poder público, quando não eram proibidas.A capoeira e a Umbanda eram consideradas maléficas e prejudiciais.O Rio de Janeiro, então distrito Federal, tinha como chefe de polícia o Dr. Cardoso de Castro, que colocou em prática um plano de três pontos para fazer frente ao “problema” estabelecido nas ruas do Rio. Criou a Guarda Civil, para recolher desocupados, se estes eram menores, seguiam para os institutos “Quinze de Novembro” e “Sete de Setembro”, mais tarde transformados em FEBEM. Se os desocupados fossem maiores de idade, eram conduzidos à colônia Correcional de Dois Rios, na Ilha Grande, criada em 1903, sendo desativado o Lazareto, a Colônia destinava-se a malandros, jogadores de capoeira, beberrões e todo tipo de pessoas com problemas de “adaptação social” na visão da época.No final da Revolução Constitucionalista de 1932, seus internos foram transferidos para a Colônia Corregional de Dois Rios. Posteriormente o Lazareto chegou a ser demolido, sobrando apenas alguns escombros, mas mesmo assim, ainda há salões onde é possível a visita, dando uma pequena idéia de como era este. Em 1940 foi construído em Dois Rios o Instituto Penal Cândido Mendes.
A atividade pesqueira na Ilha Grande veio substituir a agricultura decadente, e teve início na década de 30. A pesca chega ao auge na década de 50, sendo instaladas mais de 30 “fábricas de sardinhas”, espalhadas na região, das quais 20 instaladas na Ilha Grande.
Com o declínio da atividade pesqueira, iniciou-se o crescimento do turismo e juntamente com este, o aumento da especulação imobiliária, sendo que estas atividades tiveram um enorme salto de crescimento após a desativação do Instituto Penal na década de 90.
Com o declínio da agricultura, a Ilha Grande começou o processo de regeneração natural. Apenas a mata localizada em áreas de mais difícil acesso, como topos de morros e encostas mais íngremes, acesso foi conservada, ou seja, a maior parte da ilha é constituída por mata secundária. O único foco atual de agricultura na Ilha é a dos Caiçaras, que têm pequenas culturas de subsistências, com processos de utilização das terras bem semelhantes aos dos índios, cultivo por um tempo e abandono da área para a regeneração natural e recomposição dos nutrientes do solo, sendo esta área retomada para a agricultura posteriormente, em ciclos.
Atualmente a Ilha sofre com a crescente especulação imobiliária, sendo constantes os boatos sobre a criação de grandes redes de hotéis, sendo possível observar várias construções ilegais, assim como campings não licenciados. Dentro da Ilha Grande há o PEIG (Parque estadual da Ilha Grande) que abrange a Vila de Abraão, Dois Rios e outros vilarejos e em Aventureiro o Parque Estadual Marinho e a Reserva Biológica da Praia do Sul e do Leste.

Melhorias no Parque Estadual da Ilha Grande


No dia 28 de março de 2008, as 14hs, na Vila do Abraão, foi inaugurada a primeira fase do projeto de Revitalização do Parque Estadual da Ilha Grande, um grande conjunto de intervenções que têm o objetivo de transformar a unidade em um parque-modelo. Entre as melhorias concretizadas na primeira fase estão a nova sinalização, pórtico e guarita do Circuito Abraão, o mais popular do parque, com praias, trilhas e ruínas históricas.
Na inauguração deu-se início a reforma do Centro de Visitantes, além de exposição sobre a natureza e história do Parque e da Ilha Grande e uma maquete da Ilha, a sede administrativa recebeu novos computadores e mobiliário. Os funcionários vão estrear novos uniformes e equipamentos de combate a incêndios florestais. A frota, que inclui veículos e lancha, foi toda reformada.
O projeto de fortalecimento começou há pouco mais de um ano e, nesse período, o Parque Estadual da Ilha Grande (PEIG) teve sua área ampliada de 5,6 mil hectares para 12 mil hectares, ou seja, sua área foi dobrada; aumentou seu quadro de pessoal de quatro para 29 funcionários; e está modernizando seu processo de gestão através do novo Conselho Consultivo, constituído de forma participativa e com o aumento de representantes da sociedade civil.
No que se refere à recuperação dos ecossistemas, um projeto em parceria com o Instituto Ambiental Vale vai remover espécies exóticas e substituí-las por árvores nativas. As mudas para o plantio serão produzidas num viveiro construído especialmente para esta finalidade, e que ficará aberto para visitação.

O presidente do IEF/RJ destacou que o instituto, responsável pela administração da unidade, quer incentivar a visitação com responsabilidade. Além do aumento do efetivo nas áreas de administração e fiscalização, o PEIG vai ser a primeira unidade de conservação do estado a contar com um destacamento de Guarda-Parques do Corpo de Bombeiros.
Em discurso, o secretário de Meio Ambiente do governo do Estado na época, o atual ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, destacou as obras do parque, incluindo-as na prioridade e das parcerias onde fez chegar às mãos do prefeito do município de Angra dos Reis, Fernando Jordão, alguns licenciamentos ambientais que estariam pendentes. O governador do Estado, Sergio Cabral, mostrou-se muito otimista e deixou claro que não medirá esforços para o êxito de todos os projetos em andamento, bem como antendeu a uma reivindicação por melhores condições para a escola Estadual Brigadeiro Nóbrega, nesta vila e ouviu com paciência a manifestação da APAIG (Associação Protetoras dos Animais). Mostrou-se muito aberto e solidário aos anseios manifestados.
Por fim, foi assinado um documento, Estado/Prefeitura, para a construção de três estações de tratamento sanitário. A do Abraão será duplicada.

Fonte: O Eco, Jornal da Ilha Grande
Número 106 – Março de 2008.

Camping na Praia de Palmas



Esse espaço foi criado para dar continuidade ao trabalho realizado no Orkut através do perfil de mesmo nome, com o intuito de facilitar a divulgação de pacotes turísticos, eventos na Praia de Palmas, passeios de escuna, informações sobre campings e barcos, caminhadas e qualquer outra informação sobre a Ilha Grande, seus ecossistemas e comunidades tradicionais. Além de abrigar fotos dos eventos já realizados e da Ilha Grande. É um extensão do trabalho realizado no orkut durante todos esses anos com mais recursos.
Espero que esse espaço possa servir como um apoio a todos que desejam conhecer esse paraíso de lindas praias, muita magia, positividade e fauna exuberante, ou para aqueles que desejam voltar. Uma coisa é certa... quem conhece nossa Ilha sempre quer retornar.

Lembrando que a palavra chave será sempre PRESERVAÇÃO e RESPEITO!!! Pois estamos em território cercado por nossa maravilhosa Mata Atlântica que ao mesmo tempo é tão imponente quanto sensível. Estamos entrando em um santuário então devemos respeitar os hábitos locais e ao próximo, respeitando o silêncio, a mata e a população local. Nada de lixo nas trilhas ou no mar, aparelhos eletrônicos ou/e som alto em locais desapropriados, retirada de vegetação ou animais, ou maltratar os mesmos, fogueiras na mata ou camping em local irregular. Quem infringe qualquer um desses lembretes está sujeito a penalidades impostas por lei uma vez que estamos dentro de um Parque Estadual.

Lembre-se... o nosso direito termina onde começa o do próximo!!!



Importante:


Da Ilha nada se retira, a não ser fotos
Nada se deixa, a não ser pegadas
E nada se leva a não ser saudades, histórias e a vontade de retornar!!!!


É isso família de Palmas... RESPEITO e PRESERVAÇÃO sempre!!!


Paz e bem!!!!